domingo, 30 de setembro de 2012

Shopska à portuguesa


John Donne dizia que 'no man is an island'. Que me perdoem a falta de tradução mas este é mais um dos casos em que a ‘língua inglesa fica mesmo bem’ como cantam os Clã. Acredito que não são apenas as pessoas que não são ilhas, embora o sejam a espaços e que também a espaços precisem de flutuar sós em mares incertos para que a dois se encontrem nas travessias tumultuosas mas também os países não são metaforicamente ilhas mesmo que a situação geográfica assim o dite. A nossa história prova-o. Se fôssemos apenas uma ilha seríamos infinitamente mais pobres e em tudo terrivelmente infelizes. A mescla de que somos feitos é o condimento mais corpulento e apetitoso que dá sabor à nossa identidade.
O guia foi peremptório, não gostava de ciganos. Tranquilo relativamente ao politicamente correcto, nunca se coibiu de o afirmar repetidamente. Dizia que viviam da mendicidade, do furto e que não queriam trabalhar. Avisou-nos vezes sem conta para ter cuidado com dinheiro e valores porque havia muitos ciganos. Não sei onde os via mas durante aquela semana na Bulgária vi dois ou três. 
Além dos ciganos, o guia também não gostava de turcos e também o afirmava sem qualquer inibição. Dizia que não, não gostava, tinham destruído a cultura e o país ao longo dos cinco séculos em que ocuparam o território búlgaro. Perfeitamente compreensível e aceitável. Dos gregos nada disse e teceu louvores aos russos que os tinham ajudado a livrar-se dos turcos e que agora deixavam os rublos obesos nas praias da admirável costa do Mar Negro.
Não falhava nunca. Todos os dias ao almoço e ao jantar, juntamente com Snezhanka, uma salada de iogurte e pepino, fazia parte da ementa. O tomate era delicioso como não comia já há muito tempo, o mesmo para a cebola e o pepino. Esta salada tão simples de tomate, pepino, queijo sirene, semelhante ao Feta grego, era o contraponto ideal aos dias escaldantes. Fresca e simples, deixava que o sabor dos vegetais fosse rei.
E vem isto porque na verdade nenhum país é uma ilha. Cinco anos de ocupação turca e a vizinhança da Grécia cunharam uma culinária semelhante em alguns pratos e comum aos três países. Deliciosa. Os búlgaros clamam para si a invenção do iogurte que por cá se diz grego mas as analogias são evidentes. Muitos vegetais, saladas parecidas, beringelas e curgetes recheadas. Quase me tornava vegetariana nas férias sem qualquer esforço.

Salada de tomate e pepino com queijo Feta

Ingredientes:
Tomates
Pepinos
Cebolas
Queijo Feta
Azeite
Vinagre
Orégãos

Preparação:
Numa tigela descascar os tomates e os pepinos. Tirar as sementes do tomate e cortar ambos em cubos. Juntar a cebola em rodelas e o queijo Feta em pedaços. Temperar com azeite e vinagre e orégãos.


Esta salada é uma recriação da ubíqua Shopska que acompanhou todas as refeições nas minhas férias búlgaras. Troquei o queijo Sirene por Feta, o óleo de girassol usado na gastronomia búlgara por azeite virgem e acrescentei-lhe os orégãos que facilmente imagino substituídos por manjericão. O resultado foi bom, mas admito que as recriações nem sempre superam o original. Os legumes búlgaros são insuperáveis e o sabor de férias também. 

sábado, 22 de setembro de 2012

Espetadinhas de frango com caril e a época dos grelhados


A época dos grelhados é quando a porta da cozinha se abre. Os casacos começam a ficar abandonados por falta de uso, inúteis, pendurados em sítios diversos, as havaianas chamam por nós lá da toca onde passaram o Inverno e os corpos adquirem a leveza de dias mais longos e desinibidos com a tarja de mar ao fundo, companheira ubíqua.
A época dos grelhados é sair de casa e cheirar os fins de tarde no campo com as gatas a rondarem-nos os tornozelos e as rolas em namoro no pinhal ao lado.
Na época dos grelhados, o mundo parece acalmar-se e resumir-se aos momentos de sorrisos partilhados com a serenidade e esperança oferecidas por um novo dealbar.
O tempo dos grelhados é tempo de cardápios simples para dar oportunidade a que os sabores se intensifiquem e os aromas se libertem: carne ou peixe e sal, ocasionalmente ervas aromáticas.
Na época dos grelhados somos os dois. Tu que te aprimoras na arte de fazer fogo, a alquimia de transformar carvão negro  em  pedaços flamejantes, mistérios que nunca hei-de dominar. Eu que me reduzo à singeleza de temperos fáceis. Nós que velamos tempos de preparação e pontos de cozedura. Nós que comungamos. Que a vida fosse sempre como a nossa época dos grelhados.

Espetadinhas de frango com caril

Ingredientes
3 peitos de frango
sal

Para a pasta:
1 colher de sopa de caril
2 colheres de sopa de azeite
Sumo de dois limões grandes
Pimenta preta acabada de moer
Malagueta em flocos (se o caril não for muito picante)
Salsa ou cebolinho a gosto

Preparação
Numa tigela misture o azeite com o caril. Junte o sumo dos limões. Mexa bem para ficar uniforme. Acrescente o cebolinho ou a salsa, a pimenta preta acabada de moer e a malagueta. Reserve.
Corte os peitos de frango em tiras. Forme espetadas pequenas em espetos de madeira. Tempere com sal.
Com um pincel envolva os peitos de frango com a pasta, untando muito bem de todos os lados e  verificando se ficou uniforme. Reservar no frigorífico umas duas horas, dependendo do gosto, para que a marinada impregne bem a carne.
Grelhar no carvão.


quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Palavras intraduzíveis e um bolo de coco com limão


As palavras contam. Contam sempre e contam muito, mesmo que digamos que uma fotografia vale mais que mil palavras ou que o silêncio é de ouro. Nada contra e também é verdade, a vida nunca é a preto e branco e há sempre várias versões para a mesma história. E agora chega de frases feitas. Os portugueses ligam às palavras e gostam de alardear e apregoar que são detentores da única palavra que não tem tradução. Acontece que eu tenho muito orgulho da palavra ‘saudade’ mas não acho que seja a única sem equivalente noutras línguas. Consigo encontrar em inglês uma ou outra cuja tradução fica aquém do significado. Quem já pôs pé nas ilhas britânicas e na ilha esmeralda terá sido invadido por uma panóplia de sensações contraditórias. Primeiro, a certeza de que jamais seriam capazes de viver num lugar com a invernia a assombrar-lhe os dias, o nevoeiro e a bruma como companheiros presentes e diários, o frio a açoitar-lhes os corpos e o vento a sacudir-lhes os cabelos como quem varre furiosamente as folhas de outono. A segunda, e muito falada, é a ‘frieza’ dos povos ali acima de França. Diz que são pouco dados a contactos amistosos, metem-se em casa como se fossem tocas e não vão em comboiadas, a menos que sejam bem regadas e num ambiente de festança desvairada. O português é rapaz a quem faz falta a ladainha da desgraça e para quem a pergunta/cumprimento ‘tudo bem?’ terá como resposta certa o desfilar de misérias, joanetes, bicos de papagaio e maleitas diversas, um certo recolhimento na exibição das dores privadas é encarado como sinal de frieza. ‘Lá em cima’ não querem saber de joanetes e catarros. Ponto. E vinha isto a propósito do que não se traduz. Uma das sensações contraditórias naquelas ilhas plantadas no meio do mar fustigadas por vento e circundadas por mares alterados é contraposta por uma das minhas sensações e sentimentos preferidos consubstanciados em Inglês pela palavra ‘cozy’. Alguém porventura terá encontrado um equivalente justo àquela sensação de se entrar numa casa cuidada, aquecida e confortável onde tudo parece cuidadosamente colocado e delicado, coroada por uma chávena de chá bem quente e uns scones e uma fatia de bolo caseiro? Ou a sensação de lareira acesa, fogo a crepitar mansinho e olhos brilhantes entretidos em palavras doces e momentos tranquilos? E ainda assim faltam-me as descrições. É isto mas é mais.  Por agora fiquemo-nos por uma fatia de bolo caseiro feito com ingredientes a sério e uma chávena de chá perfumado.

Bolo de coco e limão

Ingredientes
2 chávenas de farinha
2 chávenas de açúcar
1 colher de chá de fermento
200 ml de leite de coco
50 g de margarina ou manteiga
4 ovos
2 colheres de sopa de whisky (opcional)
¾ de chávena de coco ralado
Sumo de meio limão grande ou de um pequeno
Raspa de um limão grande

Preparação
Pré-aquecer o forno a 190º.
Numa caçarola pequena levar o leite de coco ao lume com o sumo de limão. Juntar a margarina e aquecer até a margarina derreter. Tirar do lume e deixar arrefecer até ficar morno.
Juntar raspa de um limão ao açúcar e mexer bem para libertar o aroma e o sabor. Bater os ovos com o açúcar cerca de três minutos em velocidade média/alta até ficar uma mistura fofa e esbranquiçada. Juntar o whisky, baixar a velocidade e adicionar a farinha com o fermento e o coco ralado, mexendo sempre mas sem bater. Juntar o leite de coco com o sumo de limão e a margarina, misturando apenas até estar tudo bem incorporado. Levar 55 a 60 minutos ao forno pré-aquecido. Verificar com um palito antes de retirar do forno. Deixar arrefecer cerca de 10 minutos e desenformar.

Gostei muito deste bolo. É despretensioso e simples e nenhum dos sabores se sobrepõe ao outro. Fica denso e húmido e repeti-lo-ei em dias de Outono, quando me apetecem momentos ‘cozy’ à volta de uma chávena de chá.



Aqui fica a minha participação na festa da Maria. Espero que ela goste e que os filhos, a quem dedica o seu blogue, também. Cozinhar é quase sempre um acto de amor. A Maria tem-no provado todos os dias. Bem-hajas.


Esta receita foi mais uma vez inspirada no livro Baking da Dorie Greenspan.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Bolo de ameixas com laivos de traição


Eram lindas de consistência bem firme e levavam tempo até à maturação óptima. Olhei-as várias vezes mas em momento algum lhes tinha vaticinado outro destino que não fosse ferrar-lhes o dente e ir saboreá-las com os pés na relva a ouvir o som do campo: chilreios vários e ranger de pinheiros e canas aqui mesmo ao lado. Este destino contudo havia de não ser cumprido. Era tão cedo naquele domingo que achei que o podia ainda ocupar com uma sobremesa para o almoço. Sem tempo para algo mais fresco que pudesse solidificar no frigorífico, optei pela receita que me tinha chamado os sentidos. Verifiquei tudo: ovos, açúcar, margarina, farinha, mas faltavam as ditas. Telefono Olha traz-me ameixas do supermercado, daquelas que gosto. ‘As que gosto’ são umas escuras por fora de polpa meio esverdeada, abrem-se ao meio, extrai-se facilmente o caroço e são de longe as minhas preferidas. Cruzei-me com elas pela primeira vez ainda em adolescente na minha viagem matricial a território teutónico e perdi-me de amores. Demorou algumas décadas até que começassem a aparecer por cá, mas foi com grande felicidade que as recebi.
Lancei-me à massa do bolo. E esperei. De ameixas nem rasto ou cheiro. Foi aí que as olhei, as ditas, amarelas e rotundas de sorriso saudável. Não há nada pior do que uma mulher enrascada, como tal, a substituição foi imediata e em vez das ameixas escuras, o bolo havia de ser coroado com metades sorridentes, piscando-me o olho como sois. Quando o bolo saiu do forno estava apetitoso, qual Pigmalião fiquei intimamente orgulhosa com mais este meu feito, até ter metido o dente nas ameixas e ter sentido o sabor ácido, tão ácido, com um teor mínimo de açúcar, mínimo além do aceitável. Traidoras!

Bolo de ameixas

Ingredientes
3 ovos
75 g de margarina
4 colheres de sopa de óleo alimentar (usei de girassol)
200g de açúcar amarelo
250 g de farinha
Raspa de limão (1 pequeno ou meio se for muito grande)
½ colher de sobremesa de bicarbonato de sódio.
Ameixas

Preparação
Pré-aquecer o forno a 180º. Barrar uma forma redonda e polvilhar com farinha.
Bater a margarina à temperatura ambiente até ficar cremosa mas não demasiado. Juntar o açúcar, bater três minutos. Juntar os ovos um a um e bater entre as adições. Adicionar a raspa de limão e o óleo e por fim a farinha sem bater muito. Deitar na forma e por cima dispor as ameixas cortadas ao meio com o interior para cima. Levar ao forno cerca de 45 minutos. Deixar arrefecer um pouco e desenformar. Virar outra vez o bolo para que fique com a fruta para cima.


Gostei imenso da massa, um misto entre bolo e massa areada de tarte. O bolo permite variações. No Inverno com raspa de laranja e uma pitada de canela e maçãs em vez das ameixas vai ser uma das experiências cá em casa. Para os mais ousados, uma bola de gelado de baunilha não deve ficar nada bem.

Esta receita foi uma adaptação do Dimply Plum Cake da Dorie Greenspan no seu  Baking.

domingo, 9 de setembro de 2012

Teaser

Bolo de ameixas. A receita segue assim que me esqueça deste país.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Beringelas recheadas em dia de Verão


Dias de nada fazer. Calçar havaianas pela manhã, uma roupa confortável e leve, descer as escadas para acabar a abrir a porta da cozinha e cheirar a manhã pontilhada do chilrear de pássaros no canavial e no pinhal em frente. 
E depois, o pequeno-almoço tranquilo com as gatas a entrar e sair de casa e planos difusos e flexíveis para o dia que se apresenta novinho em folha para ser vivido calmamente, saboreando hora a hora na tentativa de prolongar estes dias a que se chama férias. E depois, deitar-me aos sabores plenos de vagares de movimentos lentos sem pressa, tudo que se mede pelo instinto, a intuição à solta de alma recostada de porta aberta e o sol como testemunha. E depois, a minha mãe que chega pela porta da cozinha enquanto ultimo o almoço que se há-de desenhar na cumplicidade de mãe e filha. E depois, momentos de partilha, de risos e sorrisos, gargalhadas e risadas, e de palatos satisfeitos. Que mais se pode desejar?

Beringelas recheadas

Ingredientes
2 beringelas médias
400g de carne de vaca picada (mandei picar na altura uma só vez para não ficar uma pasta informe)
1 cebola média
1 folha de louro pequena
Alho picado (dois dentes)
Azeite (umas duas colheres de sopa)
Duas colheres de sobremesa de massa de tomate (usei uma com basílico)
Vinho branco
Sal e pimenta preta acabada de moer
Queijo para polvilhar (Mozarella ou Parmesão)

Confecção
Temperar a carne picada com sal, pimenta preta acabada de moer, alho e três colheres de sopa de vinho branco. Reservar.
Lavar e partir as beringelas na longitudinal. Com a ponta da faca fazer uma incisão superficial bordejando as metades de beringela. Com uma colher, usei uma de sobremesa, retirar a polpa da beringela com cuidado para não a perfurar. Cortar a polpa em pedacinhos pequenos. Deitar sal nas beringelas. Reservar.
Picar a cebola, juntar o louro e levar a refogar. Deixar refogar até a cebola ficar translúcida e juntar a carne picada. Deixar cozinhar até a carne ficar mais sólida. Deitar a polpa das beringelas e deixar apurar até a beringela estar cozinhada. Adicionar o vinho branco, só depois a massa de tomate e apurar. Rectificar o tempero.
Quando estiver pronto, rechear as metades de beringela, polvilhar com queijo a gosto e levar ao forno pré-aquecido a 200º cerca de 50 minutos coberto com um folha de papel vegetal. Em alternativa pode levar-se ao forno cerca de 40 minutos, retirar do forno, polvilhar com o queijo e deixar gratinar. Como tinha queijo Feta e Parmesão, polvilhei duas metades com cada um dos queijos. O Parmesão foi ralado na altura. A versão Parmigiano Regiano venceu, embora a versão Feta não tivesse ficado desinteressante.


Esta foi a fotografia possível. Tal como a Mariana já tinha vaticinado este não é o mais fotogénico dos pratos e a máquina com que costumo fotografar foi de viagem. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

A leveza das claras e o triunfo do amor


Duas pessoas. Dois carácteres, duas personalidades, duas perspectivas de vida, dois passados, um presente e a esperança de um futuro comum, e dois palatos diferentes. Em poucas palavras e de forma bem abreviada a vida a dois pode ser isto. Acontece que a minha vida a dois não sendo muito diferente das demais na forma é também isto. Ao longo do caminho os palatos aproximam-se, contudo os gostos que já trazemos das vidas trilhadas a um mantêm-se, regra geral. Continuo a gostar de peixe, a apreciar as sobremesas simples da minha infância, a fruta que como com os olhos antes de a saborear, a preferir doces no Natal apenas de Natal e a reservar o direito de admissão na minha mesa de Natal de doces e iguarias que se comem o ano inteiro, banir mousse de chocolate e arroz doce, e o prazer de cheirar tudo antes de comer, assim se me permitisse o devaneio. A minha cara-metade continua a gostar de carne, ó se gosta, é ele o móbil das minhas incursões na carne, a detestar vegetais, a comer pouco e a preferir as sobremesas da infância: mousse de chocolate e molotof. Acontece também que, embora a cozinha nunca me tivesse assustado, molotof e mousse de chocolate não faziam parte do meu património gastronómico nem do meu repertório culinário. A mousse de chocolate não ofereceu resistência. Depois de uma ou duas vezes estava dominada e eu encartada na arte de a fazer. Simples e fácil. Com o molotof não posso dizer o mesmo. Caprichoso e temperamental, este pudim leve como as nuvens abraçado pela intensidade do caramelo não se deixava dominar. Ora baixava muito ora criava uma coroa no fundo da forma ora acontecia outra fatalidade qualquer que impedia o triunfo e a vitória do meu molotof ou talvez a minha própria vitória. Anos de tentativas. Um dia não muito longe o meu consorte viu a sua sorte mudar. Depois de umas voltas aqui pelos blogues descobri a receita perfeita de molotof. Experimentei, uma, duas, três vezes. Correu sempre bem, dando-me esta satisfação indizível de ter, por fim, vencido uma luta que julgava perdida. O facto de o ‘meu’ molotof ser mais conseguido do que a progenitora do meu consorte também terá contribuído para este sentimento de vitória mas eu não seria capaz de uma coisa dessas. Ou seria?

Ingredientes para um molotof volumoso
14 claras de ovos
14 colheres de sopa de açúcar
Açúcar para o caramelo (a gosto)

Preparação
Pré-aquecer o forno a 200º. Barrar muito bem uma forma de bolo com margarina. A seguir, o caramelo. Como não gosto do caramelo de compra e desconfio quase sempre de coisas pré-confeccionadas quando as posso fazer eu, faço sempre o caramelo para qualquer bolo e nunca uso o de compra. Numa frigideira colocar açúcar. Para este molotof terei posto umas dez colheres. Levar a lume médio, mexendo sempre. Quando ficar dourado acrescentar um pouco de água, umas duas colheres de sopa, e continuar a mexer. Ir repetindo a operação até o caramelo atingir a consistência desejada. Não deve ficar muito espesso, irá solidificar assim que começar a arrefecer e fica impossível de adicionar às claras.
Agora as claras. Bater muito bem as claras. Quando estiverem já em castelo acrescentar o açúcar pouco a pouco. Bater sempre muito bem entre as adições de açúcar. Por fim, envolver o caramelo. Deitar na forma e bater com a forma na bancada da cozinha ou na mesa para deixar sair o ar e não haver bolhas ao cozer. Levar ao forno 14 minutos exactos. Desligar o forno e pôr uma colher de pau na porta para a deixar entreaberta apenas. Deixar arrefecer dentro do forno e só depois desenformar. Caso seja necessário fazer mais caramelo e deitar por cima ou outro molho como doce de ovos.

Dicas:

  • A quantidade de claras dita o tempo de forno e a quantidade de açúcar na mesma proporção. Assim, se tivermos dez claras, devemos adicionar dez colheres de sopa de açúcar e o molotof deve ficar dez minutos no forno.
  • Deixar amornecer o caramelo e só depois envolve-lo nas claras.
  • Bater as claras em castelo bem firme.
  • Deixar arrefecer o molotof no forno. Não o retirar nem abrir totalmente a porta do forno enquanto estiver quente.



Não sei onde encontrei esta receita mas agradeço à blogger que a postou. Infalível.