Tenho a mania dos livros e tenho a mania de os levar comigo para a cama. Não é a primeira vez que adormeço com um em cima dela e a minha mesa de cabeceira é uma zona alargada que se estende ao tapete do meu lado da cama. Ocasionalmente faço uma arrumação e devolvo os livros às estantes, contudo em momento algum tenho apenas um livro e leio apenas um livro. Esta mania que me acompanha desde sempre estende-se aos livros de cozinha neste momento. Se os livros forem novos ficarão algum tempo ao pé de mim até que decida que já me situo e que encontrarei facilmente o que procuro ou o que me chamou à atenção.
Quando nos resolvemos aventurar no peito de pato e depois de várias voltas chegámos à conclusão de que mais valia comprar um pato inteiro e tirar-lhe os peitos do que comprar os peitos do pato, de preço proibitivo. O que se faria com as restantes partes não seria problema. Arroz de pato seria o mais óbvio e imediato. Já o fiz dezenas de vezes, corre sempre bem mas lembrei-me de que exactamente as pernas de pato eram um dos prato que tinha no Irish Family Food da Rachel Allen. De alguma coisa há-de valer a pilha de livros no meu quarto e esta mania de não viver sem eles e lhes meter o nariz. Nunca li livro que me fizesse mal. A descoberta desta receita, tão simples afinal, está aí para o comprovar. A vida sem livros seria muito triste. Sem comida saborosa idem.
Quando nos resolvemos aventurar no peito de pato e depois de várias voltas chegámos à conclusão de que mais valia comprar um pato inteiro e tirar-lhe os peitos do que comprar os peitos do pato, de preço proibitivo. O que se faria com as restantes partes não seria problema. Arroz de pato seria o mais óbvio e imediato. Já o fiz dezenas de vezes, corre sempre bem mas lembrei-me de que exactamente as pernas de pato eram um dos prato que tinha no Irish Family Food da Rachel Allen. De alguma coisa há-de valer a pilha de livros no meu quarto e esta mania de não viver sem eles e lhes meter o nariz. Nunca li livro que me fizesse mal. A descoberta desta receita, tão simples afinal, está aí para o comprovar. A vida sem livros seria muito triste. Sem comida saborosa idem.
Ingredientes
2 pernas de pato inteiras com a pele
2 asas
Batatas cortadas em cubos médios (4 ou 6 dependendo do tamanho)
Cebolas (2 grandes) cortadas em quartos
Cenouras cortadas em pedaços grandes
Alecrim (2 ramos)
Flor de sal
Pimenta preta acabada de moer
Preparação
Pré-aquecer o forno a 200º.
Massajar o pato com um pouco de flor de sal. Descascar e cortar os legumes. Reservar.
Colocar as asas e as pernas do pato com a pele virada para baixo numa caçarola larga. Como também tinha o pescoço, foi igualmente para a caçarola. Deixar que a gordura derreta. Virar do outro lado. Voltar a virar do lado da pele e aumentar o lume para a pele começar a tostar. Retirar o pato da caçarola e envolver os legumes na gordura do pato. Temperar com flor de sal e pimenta preta acabada de moer. Colocar os ramos de alecrim e o pato por cima. Salpicar com alecrim. Levar ao forno tapado com uma folha de alumínio cerca de uma hora. Findo esse tempo, retirar a folha de alumínio e deixar tostar. Servir bem quente, bem regado e em excelente companhia.
Nota: a qualidade dos legumes é fundamental para o sucesso deste assado. Usei todos biológicos, comprados directamente ao produtor. Privilégios de morar na aldeia.